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Mostrando postagens com o rótulo inseto

Quase um profeta

Inseto hemimetábolo, predador e distribuído em quase todo o mundo, principalmente nas regiões tropicais. Seu aparelho bucal é do tipo mastigador hipognato, pernas anteriores raptadoras, médias e posteriores ambulatoriais, asas anteriores tégminas e posteriores membranosas.  As cores e formas desses insetos conferem-lhes a camuflagem com folhas, galhos e flores, logo se evita sua predação e facilita na captura de suas presas. Pertencente à ordem Mantodea (do grego mantis = profeta), refere-se às pernas dianteiras posicionadas como se estivessem em oração. São cerca de 2.400 espécies descritas, aproximadamente 10% ocorrem no Brasil. Esse inseto foi encontrado sobre o telado do GESF no Centro de Ciências Agrárias – UFSCar.  Foto de Henrique Büttner, cedida para a IV Exposição Fotografia & Ciências, UFSCar  Campus  Araras.

Não sou um graveto

As lagartas possuem aparelho bucal mastigador, três pares de pernas no tórax e de dois a cinco pares no abdômen, são a fase jovem dos insetos da ordem Lepidoptera, logo são holometábolos. Esta lagarta da família Geometridae foi encontrada no arbusto da diretoria do CCA, permaneceu imóvel o tempo todo. Essa reação, ao perceber o perigo, de imitar um pequeno galho ou ramo fez com que esse tipo de lagarta fosse conhecida como lagarta-pau. Outra característica das lagartas dessa família é que suas pernas abdominais contam com apenas dois ou três pares na extremidade posterior, em vez dos habituais cinco. Ao se locomover fixando as pernas dianteiras no substrato e elaborar movimentos com a extremidade traseira, cria-se a impressão de que está medindo sua jornada. Foto de Henrique Büttner, cedida para a IV Exposição Fotografia & Ciências, UFSCar  Campus  Araras.

Vida curta

Inseto da ordem Megaloptera, seu aparelho bucal é do tipo mastigador, as pernas são ambulatoriais e é holometábolo. Os estágios imaturos são aquáticos e vivem sob rochas, nos musgos, troncos e raízes submersas.  Alimentam-se de uma grande variedade de pequenos invertebrados aquáticos. Depois de emergirem da pupa, os adultos vivem por um curto período de tempo (três a 13 dias) e se alimentam muito pouco. São terrestres e presas de pássaros, morcegos e peixes. As espécies dessa ordem, cerca de 300 descritas, estão presentes nas regiões temperada e tropical. O nome Megaloptera vem do grego: mega = grande, ptera = asas. Esse grupo já foi considerado uma subordem (Sialodea) de Neuroptera. Foto de Henrique Büttner, cedida para a IV Exposição Fotografia & Ciências, UFSCar  Campus  Araras.

Matando a sede

Essa vespa estava lambendo uma gota de água que escorria pelo fruto de sombreiro ( Clitoria fairchildiana R. A. Howard.) próximo ao DCNME. A família Vespidae possui cerca de 5.000 espécies incluindo quase todas as espécies eussociais e muitas das quais com hábitos solitários. Muitas espécies contribuem à polinização de muitas espécies de plantas. Cada colônia possui uma rainha e fêmeas obreiras com diversos graus de esterilidade em relação à rainha. Os ninhos podem ser abertos ou fechados, maioria construída com lama. As vespas são insetos holometábolos, suas larvas são alimentadas com insetos e outros pequenos animais. Essa família pertence à ordem Hymenoptera, suas asas anteriores e posteriores são membranosas e as pernas ambulatoriais. Foto de Henrique Büttner, cedida para a IV Exposição Fotografia & Ciências, UFSCar  Campus  Araras.

Uma mosca e uma biblioteca

Da família Tabanidae, a mutuca como é popularmente conhecida é de corpo robusto e de tamanho médio a grande, apenas as fêmeas são hematófagas (se alimentam do sangue de mamíferos)Tal exemplar, foi curiosamente fotografado na biblioteca da Universidade Federal de São Carlos, UFSCar CCA, Campus Araras, SP. Foto de Alexandra Providello, cedida para a IV Exposição Fotografia & Ciências, UFSCar   Campus   Araras.

Um Louva-Deus e um pé de feijão

Originário de regiões tropicais e subtropicais esse inseto da família Mantidae  e espécie Mantis religiosa tem hábito carnívoro, portanto se alimenta de pequenos insetos.  São insetos relativamente grandes, de cabeça triangular e tórax estreito. O louva-deus foi fotografado numa planta de Phaseolus vulgaris (o feijão comum) e estava curiosamente de cabeça para baixo. Foto de Alexandra Providello, cedida para a IV Exposição Fotografia & Ciências, UFSCar   Campus   Araras.

Uma pequena borboleta, numa árvore gigante

Hamadryas arete  é uma espécie de  borboleta que ocorre na América do Sul e Central. Ela tem o hábito de pousar de cabeça para baixo em troncos de árvores com suas asas abertas sobre o caule. A borboleta foi fotografada no Jequitibá gigante, localizado no fragmento florestal presente no município de Santa Rita do Passa Quatro, São Paulo. Foto de Alexandra Providello, cedida para a IV Exposição Fotografia & Ciências, UFSCar Campus Araras.

Lepdoptera

As borboletas pertencem à ordem Lepdoptera que possui cerca de 150.000 espécies, sendo a segunda maior ordem de insetos. Esses insetos possuem um aparelho bucal do tipo sugador modificado em espirotromba, que é um tubo enrolado em espiral com a função de extrair o néctar das flores e aspirar substâncias líquidas para se alimentar. Alguns indivíduos não se alimentam na fase adulta, pois comem o necessário na fase de larvas e muitas vezes possuem as espirotrombas atrofiadas. Os lepdopteros possuem um papel muito importante na natureza como polinizadores, bioindicadores e fonte de alimento a outros animais. A fotografia é de Ana Carolina Nicolau de Carvalho.

Percevejo fitófago

Os percevejos ou hemípteros são insetos sugadores, pertencentes a ordem Hemiptera-Heteroptera . Caracterizam-se por apresentarem um aparelho bucal sugador em forma de rostro articulado, olhos compostos, antenas geralmente setáceas, asas anteriores conhecidas como hemiélitros, divididas em uma parte basal coreácea e uma apical membranosa e asas posteriores inteiramente membranosas. Os hemípteros fitófagos sugam a seiva de partes vegetais, enfraquecendo as plantas e diminuindo a produção. Os danos resultam das picadas, que possibilitam a entrada de agentes patogênicos ou saprogênicos, da sucção efetiva da seiva e da ação irritante, tóxica ou infectante da saliva. A fotografia é de Mônica Rocha, cedida para a III Exposição Fotografia & Ciências, realizada na UFSCar Campus Araras no segundo semestre de 2016.

Gafanhoto-soldado

Conhecido popularmente como gafanhoto-soldado é uma espécie pertencente à ordem Orthoptera e família Romaleidae. Ocorre do Ceará ao sul do Brasil, sendo encontrado também na Argentina. O inseto adulto possui esta coloração verde com manchas amarelas, porém em sua fase de ninfa, que é a fase intermediária entre a larva e o adulto, apresenta coloração preta com manchas vermelhas. Andam geralmente agrupados em enxames e são considerados pragas em alguns cultivos, como o da cana-de-açúcar. A fotografia é de Ana Carolina Nicolau de Carvalho.

Fitófago

Bucephalogonia xanthophis ( Hemiptera: Cicadellidae ) ou simplesmente cigarrinha é um inseto fitófago, isto é, se alimentam de xilema das plantas e ao se alimentarem injetam uma toxina que deixam as folhas com pequenas marcas amarelecidas, outro grande problema é sua capacidade de transmitir doenças às plantas, é um importante vetor da bactéria Xylella fastidiosa , agente causal da clorose variegada dos citros. Os adultos medem cerca de 4 mm de comprimento por menos de 1 mm de largura. Na foto é possível observar a presença de duas fileiras de espinhos nas tíbias posteriores, características da família desse inseto. Escala de f: f 3,1; Tempo de exposição: 1/70 s; ISSO-64; Distância focal: 4mm A fotografia é de Luciano Delmondes Alencar, cedida para a III Exposição Fotografia & Ciências, realizada na UFSCar Campus Araras no segundo semestre de 2016.

Refeição

A joaninha é um coleóptero da família Coccinelidae , elas se alimentam de pulgões em todas suas fases de desenvolvimento, por isso para a agricultura elas são consideras como controle biológico. Os pulgões causam severos prejuízos à agricultura, pois são fitófagos e vetores de doenças, sendo assim as joaninhas podem ser uma alternativa viável para uma agricultura mais sustentável. Escala de f: f 3,1; Tempo de exposição: 1/160 s; ISSO-64; Distância focal: 4mm A fotografia é de Luciano Delmondes Alencar, cedida para a III Exposição Fotografia & Ciências, realizada na UFSCar Campus Araras no segundo semestre de 2016.

Louva-a-Deus

Inseto da ordem Mantodea, conhecido popularmente como louva-a-deus, é um grande predador e especialista em camuflagem. Há cerca de 2400 espécies e formas bem variadas, sendo as fêmeas visivelmente maiores que os machos. Durante o acasalamento, se o macho não for suficientemente ágil, acaba sendo devorado pela fêmea. Esta atitude permite que a fêmea possa permanecer escondida após o acasalamento, já que está bem nutrida, evitando ser encontrada por seus predadores. Este curioso inseto possui movimentos bem característicos, servindo até de inspiração alguns golpes de artes marciais. A imagem é de Ana Carolina Nicolau de Carvalho.

Libélula

Li a bela e era linda. A libélula (do termo latino libellula ), também conhecida como tira-olhos ou libelinha em Portugal e como lavadeira ou jacinta no Brasil, é um insecto alado pertencente à subordem Anisoptera. Possuem corpo fusiforme, com o abdômen  muito alongado, olhos compostos e dois pares de asas semitransparentes. As libélulas são predadoras e alimentam-se de outros insetos, nomeadamente mosquitos e moscas. Este grupo tem distribuição mundial e tem preferência por habitats nas imediações de corpos de água estagnada (poças ou lagos temporários), zonas pantanosas ou perto de ribeiros e riachos. As larvas de libélula (chamadas ninfas ) são aquáticas, carnívoras e extremamente agressivas, podendo alimentar-se não só de insectos mas também de girinos e peixes juvenis. As libélulas não têm a capacidade de picar, visto que as suas mandíbulas estão adaptadas à mastigação. Dentro do seu ecossistema, são bastante úteis no controle das populações de mosquitos e das suas ...

Primeiro ínstar

A foto representa o nascimento de pequenos insetos da ordem Hemíptera com seus ovos colocados sobre a folha de um tomate. O desenvolvimento desses insetos, mais conhecidos como percevejos, se dá por hemimetabolia, ou seja, possuem a fase de ovo, ninfa e adulto. Nesse caso, a ninfa possui ainda mais 5 fases, conhecidas como ínstares, possuindo características muito semelhantes aos adultos, porém ainda pouco desenvolvidas, como por exemplo a ausência de asas. Esse tipo de metamorfose envolve alterações graduais e não apresenta a fase de pupa como no caso das borboletas que possuem um desenvolvimento homometabólico. A imagem é de Ana Carolina Nicolau de Carvalho, cedida para a II Exposição Fotografia & Ciências.

Mosca

As moscas têm importante papel ambiental na macrodecomposição sendo assim importante agentes ambientais. A imagem é de Luciano Delmondes de Alencar, cedida para a II Exposição Fotografia & Ciências.

Maria-Fedida

O percevejo verde Nezara viridula , mais conhecido como maria-fedida, é originário do norte da África e tem distribuição mundial. É um inseto polífago, ou seja, possui o hábito de ingerir uma ampla variedade de alimentos. A foto apresenta uma ninfa em seus últimos ínstares e é bem diferente do indivíduo adulto, que se apresenta apenas na coloração verde sem essas manchas coloridas pelo corpo. As ninfas completam o seu desenvolvimento em cerca de 25 dias e os adultos tem uma longevidade média de 53 dias. A foto é a aluna Ana Carolina Nicolau de Carvalho, cedida para a II Exposição Fotografia & Ciências.

Cigarrinha das pastagens

A cigarrinha das pastagens ( Deois flavopicta ) é um inseto da Ordem Hemiptera e da subfamília Cercopidae. Ela se alimenta do Xilema de gramíneas, sendo por isso chamadas de fitófagas. Ao se alimentarem, injetam na planta uma toxina que interfere na síntese de clorofila causando sérios danos às plantas, como o amarelecimento das folhas e queda de produtividade. Para a manutenção do equilíbrio da população em sistemas de produção de base ecológica pode-se usar o fungo Metarhizium anisopliae , que causa a doença-verde nos insetos mantendo a população em equilíbrio. O registro foi feito pelo aluno LUCIANO SKITER DELMONDES para a Atividade Curricular de Integração Ensino, Pesquisa e Extensão (ACIEPE) intitulada Fotografia e Ciências: introdução às técnicas fotográficas e aplicações na divulgação científica, realizada entre março e junho de 2015, na UFSCar Campus Araras. A atividade contou com o apoio da Pró-Reitoria de Extensão.